quinta-feira, 15 de julho de 2010

Márcia Elisabete


Irmã.

Seu nome que lembra a realeza
Sutil, elegante, silenciosa
Como reza a real etiqueta
Perene, intocável e interior beleza

Com a coroa do destino
Que, se sente e tem espinhos
Não reclama
Mas com a derme como antena
Que tudo e a todos capta
E a todos internamente ama

Que sabe tudo ao redor
Que sabe que a sina, se existe
Poderia ser melhor

Há momentos
Em que me sinto na categoria da gente inepta
Que se te entende, não manifesta
Lembrando de te esquecer

E eu outro dia, inerte
Agachado, ali a seu lado
Tentando ainda entender porque esse
Foi o presente de seu passado
Perguntei para mim qual o porquê
Desse legado

Quando balbuciaste do alto de seus
Pequenos e majestosos olhos amendoados
pela primeira vez para mim, em sua vida:
"Paulo. Eu preciso de você".

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