domingo, 11 de abril de 2010

Às vezes acordo tarde


Às vezes acordo tarde

Às vezes acordo tarde
Tenho a sensação do travo amargo
De quem deixou o que fazer
De quem esqueceu do espaço
Que todos temos pra sonhar

Parece que estou a um passo de lágrimas
Que vão lavar todos os meus pecados?
Elas insistem em sair. Eu insisto que não
Eu estou deslocado. Ou elas, então?

Falo. Falo. Falo. Penso. Penso. Penso. Penso
Respostas não tenho. Nem em mim
Nem nos outros

Olho as mesas cheias
Todos conversam
Todos tem seus problemas
Em sacos invisíveis a seus lados?
Como? Se todos riem

Procuro a alegria. Não a encontro.
Ou ela não me acha.
Talvez ela me encontre se eu estiver em mesas cheias.
Ou fora dessa carapaça que uma hora racha

A alegria.
Meu espírito está cheio dela quando olho
Nos olhos risonhos de meus filhos.
E encontro verdades visíveis
De quem veio ao mundo que se move
Pra me dizer que esse texto já passou
Fica o eterno sorriso de suas almas
Que alimentam minha calma
Dizendo que tudo se resolve

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