segunda-feira, 1 de março de 2010

Moura


Moura (10/07/93)

Moura, d'além mar

Olhos quase verdes
Que brilham ao mel
Seda preta que cai da testa
Língua fugidia sempre em festa
Sobrancelhas feito fontes
Sobre duas meninas.
Sorrisos como pérolas no céu
Colo aconchegante como mãe
Dois morros de linhagem tímida
Ordenhando o futuro
Casa da vida, casulo do amanhã
Sempre em forma
Escorregando a uma profunda
Floresta escura
Que só algum tempo atrás
Escondia alguma norma
Por onde escorreu toda nossa luz.
Desceu por essas roliças
E duras até essa planta,
Que fincou pé por aqui
Fazendo a fotossintese
Ao contrário
De onde nasceu essa flor
Que é a síntese daquilo
Que se pode esperar,
Daquela que balançou
No mar
Pra encontrar um amor
Pra gente se amar

2 comentários:

  1. Privilegiada a mulher que merece um poema assim. Posso sugerir um novo nome pra ele? Moura(ma)ria.

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  2. Desculpe, é incontrolável esta mania de dar palpites e nome às coisas. Paulo, se me permite, eu chamaria o blog pelo seu nome: ph_lavras.blogspot.com, ou mesmo phalavras.blogspot.com É um baita nome por si só, um...digamos...mini haikai. Muito legal.

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